terça-feira, 30 de junho de 2009

País dos constrastes

Se uma palavra explica bem a realidade da India essa palavra é constraste. Duas entre as dez pessoas mais ricas do mundo são indianas, ao mesmo tempo, cerca de 300 milhões de pessoas (quase duas vezes a população do Brasil) vivem abaixo da linha da miséria. De um lado a classe média alta de Delhi e Mombay tem ao seu dispor os mais sofisticados e luxuosos bens de consumo, do outro, populações inteiras, de vila e cidades grandes, mal têm o que comer. De um lado lanchas modernas cortam os rios, do outro, elefantes, camelos e tuk-tuks servem de transporte.

Enquanto tradições, como se banhar no sagrado rio Ganges, continuam a ser seguidas por grande parte dos hindus, cidades como Bangalore sçao referência mundial na parte de informática, sendo que o país exporta mais de 90 softwares para o mundo inteiro.
O moderno e o tradicional convivem lado a lado. Templos milenares disputam espaço com Mc Donald's, histórias tiradas de livros sagradas são encenadas por atores milionários em filmes de Bollywood.

O mesmo país em que nasceu Gandhi, um grande pacifista, também promoveu massacres religiosos e étnicos, como na partição da India e Afeganistão. Enfim, constrastes históricos, religiosos, culturais, sociais e economicos estão em toda a parte. E até na comida, que pode ser doce e salga ao mesmo tempo (como o lassi) ou apimentada e refrescante (quando se mistura as mais forte pimentas com temperos refrescantes como gengibre).

Algumas imagens representando o constrate do país (mais no livro A INDIA QUE EU VI, Editora Leitura, 2009)

























Nenhum comentário:

Postar um comentário